Um Geólogo chamado pela Rede Globo a estudar o assunto, diz que o desplacamento é característico deste tipo de rocha, que se decompõe como "casca de cebola". Segundo ele, não é comum as pessoas presenciarem este fenômeno, por isso causa muito espanto. As placas que se desprendem são grandes. Cada metro cúbico pesa cerca de mil quilos. O geotécnico alerta para o risco que podem correr as pessoas instaladas na encosta.
Um engenheiro agrônomo da Emater, empresa de agropecuária de Minas Gerais, também deu seu parecer, segundo Carlos Alberto Souza, o fenômeno de desplacamento ocorre por causa do tipo de rocha, que é formada por camadas de placas sobrepostas, aliado à alta umidade e ao calor excessivo que tem feito nos últimos dias na região.

O município de Chalé tem cerca de 5.600 habitantes e a principal fonte de renda é a cafeicultura. A rocha fica nos fundos da propriedade do agricultor Gersi Pereira Silas. Ele vive há cerca de 15 anos no local, o Córrego Areia Branca, mas só agora a rocha passou a soltar placas. A família calcula que entre 1.500 e 2 mil pessoas já passaram pelo local para ver a rocha.
O fenômeno provoca estrondos que são ouvidos todas as noites. A curiosidade tem levado muita gente a ficar ao pé da rocha à noite, para escutar o barulho.